Estados Unidos ampliam ataques contra o Irã e tensão no Oriente Médio aumenta

Estados Unidos ampliam ataques contra o Irã e tensão no Oriente Médio aumenta

Os Estados Unidos intensificaram os ataques contra o Irã na madrugada desta quinta-feira (16), ampliando a ofensiva para áreas mais ao norte do país e atingindo, pela primeira vez nesta nova escalada do conflito, regiões próximas à capital, Teerã.

Segundo informações divulgadas pela imprensa estatal iraniana, os bombardeios atingiram áreas nos arredores de Teerã e a província de Semnan, onde estão localizadas instalações ligadas à produção de mísseis balísticos e ao programa espacial iraniano. Também houve registros de ataques nas províncias de Hamedan, Hormozgan, Khuzistão, Lorestão, Markazi e Sistão-Baluchistão.

De acordo com autoridades norte-americanas, militares dos Estados Unidos também interceptaram o petroleiro Belma, de bandeira de Curaçao, que seguia em direção à Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, no Golfo Pérsico. Segundo o governo americano, a embarcação ignorou sucessivos avisos para interromper a navegação e foi atingida por um míssil, ficando incapacitada.

A nova ofensiva ocorre após o fracasso das negociações que buscavam interromper os confrontos entre Washington e Teerã. Desde então, os dois países voltaram a trocar ataques em diferentes pontos do Oriente Médio, enquanto o Irã renovou as ameaças de restringir o tráfego no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

Autoridades iranianas afirmam que os bombardeios norte-americanos já deixaram mais de 35 mortos e cerca de 300 feridos desde o início da nova fase do conflito. Em resposta aos ataques, o Irã lançou mísseis e drones contra alvos no Bahrein, Jordânia e Kuwait, países que abrigam bases militares dos Estados Unidos. Até o momento, não há confirmação de vítimas nesses ataques.

O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya das Forças Armadas iranianas, coronel Ebrahim Zolfaghari, voltou a ameaçar uma escalada militar caso os Estados Unidos ampliem os bombardeios contra a infraestrutura do país. Ele também reiterou que o Irã não aceitará qualquer interferência norte-americana no Estreito de Ormuz, classificando a região como uma "linha vermelha" para o governo iraniano.

Na véspera, os Estados Unidos já haviam intensificado as operações militares ao bombardear instalações na Ilha de Tunb, ponto estratégico no Estreito de Ormuz, além de um quartel da 388ª Brigada de Infantaria Mecanizada do Irã, na província de Sistão-Baluchistão. Segundo a televisão estatal iraniana, sete militares morreram e outros ficaram feridos.

Também nesta quinta-feira, o primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, condenou um ataque com drones contra a cidade de Erbil, na região autônoma do Curdistão iraquiano. O artefato foi interceptado pelas forças de segurança locais. O episódio ocorreu durante a visita oficial do premiê aos Estados Unidos.

Por Jovem Pan

Redação BANFM