Irã e EUA suspendem ataques e retomada da diplomacia ganha força
Irã e Estados Unidos interromperam temporariamente os ataques militares, abrindo espaço para uma possível retomada das negociações diplomáticas. A informação foi confirmada neste domingo (26), após declarações do embaixador norte-americano na Organização das Nações Unidas (ONU), Mike Waltz.
Segundo o representante dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump decidiu conceder "um pouco de margem" para o avanço do diálogo com Teerã, embora tenha reforçado que as forças norte-americanas permanecem preparadas para voltar a agir caso a situação se agrave.
O governo iraniano também confirmou a suspensão das operações de retaliação contra aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio. De acordo com autoridades militares do país, a decisão ocorreu porque Washington interrompeu os bombardeios nos últimos dias. O Irã, no entanto, alertou que voltará a responder caso novos ataques sejam realizados.
A pausa nas hostilidades trouxe reflexos imediatos ao mercado internacional. Com a expectativa de redução das tensões, o preço do petróleo registrou forte queda na abertura dos mercados asiáticos. O barril do petróleo Brent caiu mais de 5%, assim como o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos.
Nas últimas semanas, os confrontos voltaram a se intensificar devido às disputas envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo. Apesar da trégua, a televisão estatal iraniana informou que seis navios que tentaram atravessar a região foram detidos nas últimas 24 horas.
A expectativa agora é de que os dois países retomem as negociações diplomáticas, interrompidas após a escalada do conflito. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também deve se reunir com o presidente Donald Trump nos próximos dias para discutir os desdobramentos da crise e o programa nuclear iraniano.
Os Estados Unidos e seus aliados afirmam que o programa nuclear do Irã pode ter finalidade militar, enquanto o governo iraniano sustenta que suas atividades têm objetivos exclusivamente pacíficos.
Por AFP / Jovem Pan
Redação BANFM










