Polícia conclui inquérito e indicia seis profissionais de saúde por mortes de gestante e bebê no ISEA, em Campina Grande
Seis profissionais de saúde, quatro médicos e duas enfermeiras foram indiciados pela Polícia Civil após a conclusão das investigações sobre a morte de uma gestante e do bebê que ela esperava no Instituto de Saúde Elpídio Almeida (ISEA), em Campina Grande. O caso ocorreu em março de 2025.
Conforme a Polícia Civil, a apuração, finalizada após um período de um ano e três meses, revelou várias deficiências no atendimento oferecido à paciente, cuja gravidez era avaliada como de alto risco. Dentre as questões detectadas, destacam-se a lentidão na implementação de intervenções médicas, erros na administração do parto e a execução de procedimentos vistos como impróprios para a condição clínica observada.
Os laudos analisados durante a apuração indicam que o bebê morreu ainda no útero em decorrência do rompimento da parede uterina. Segundo a polícia, uma intervenção cirúrgica realizada de forma mais precoce poderia ter evitado o óbito.
A gestante morreu 25 dias após o ocorrido. De acordo com os exames periciais, a causa da morte esteve ligada a uma condição genética preexistente, que foi agravada pelas complicações resultantes do atendimento médico prestado. Em comunicado, a Polícia Civil declarou que os profissionais envolvidos na cirurgia de emergência posterior não apresentaram comportamentos abusivos, pois agiram para tentar salvar a vida da paciente.
A investigação também apontou indícios de violência verbal e psicológica contra a gestante durante o período de internação.
Os nomes dos profissionais indiciados não foram divulgados. O caso foi encaminhado ao Ministério Público da Paraíba e ao Poder Judiciário, que irão analisar as conclusões da investigação e definir os próximos encaminhamentos.Em nota, a Polícia Civil ressaltou que as condutas apuradas são de caráter individual e não representam o trabalho desenvolvido pelo ISEA.
REDAÇÃO BANFM










