7 horas de sono e 144 atendimentos médicos: Saiba como foram os primeiros 39 dias de Bolsonaro na ‘Papudinha’
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (2) novo pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para a concessão de prisão domiciliar humanitária. Na decisão, o magistrado detalhou como o capitão da reserva passou os seus primeiros 39 dias na Sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como “Papudinha”, localizado no Complexo da Papuda.
Em 30 de janeiro e em 24 de fevereiro, a administração do complexo penitenciário enviou relatórios ao STF sobre as atividades de Bolsonaro. De acordo com os documentos, de 15 de janeiro a 22 de fevereiro, o ex-presidente:
- Recebeu 144 atendimentos médicos;
- Foi-lhe concedida visita permanente sem necessidade de autorização da esposa, Michelle Bolsonaro, dos filhos (Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura) e da enteada (Letícia Firmo);
- Teve 36 visitas de “terceiros”, dentre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos);
- Fez 13 sessões de fisioterapia (alternando entre acupuntura e exercícios de alongamento);
- Realizou 33 práticas de atividade física;
- Foi atendido pelos seus advogados em 29 dias;
- Contou com assistência religiosa quatro vezes por semana.
Na decisão, o ministro afirmou que os compromissos de Bolsonaro no período ratificam o laudo da Polícia Federal (PF) sobre o quadro clínico do ex-presidente. “Da relação de visitas informadas pela instituição custodiante, podemos verificar que o apenado tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental“, disse Moraes.
Por JovemPan
Redação BANFM










