Brasileira e irmão da porta-voz de Trump travaram batalha judicial acirrada pela guarda do filho
A brasileira Bruna Ferreira, mãe do sobrinho da porta-voz de Donald Trump, Karoline Leavitt, que foi detida há quase um mês pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), trava uma batalha pela guarda do filho há anos com o ex, Michael Leavitt.
Segundo o jornal americano "The Washington Post", que fez uma entrevista exclusiva com Bruna, diretamente do centro de detenção onde ela está na Louisiana, diversos juízes determinaram ao longo da última década que o casal compartilhasse a guarda de Michael Leavitt, atualmente com 11 anos, e resolvesse suas diferenças fora dos tribunais.
A brasileira deu à luz seu filho em março de 2014. Meses depois, o casal terminou o noivado e a batalha pela guarda do filho logo se tornou acirrada. No tribunal, o ex-casal trocou acusações de abuso e negligência. Ela o acusou de ter lhe feito ameaças de deportação.
Em abril de 2015, Leavitt entrou com um pedido de guarda principal do filho em um tribunal de New Hampshire, alegando que Bruna o havia empurrado durante uma discussão quando o casal viajou para a Flórida. Contou que ela voltou para casa sem ele, buscou o filho na casa dos avós e ameaçou levá-lo para o Brasil.
A brasileira negou as acusações e, em documentos judiciais, acusou Leavitt de abuso, afirmando que, no dia do seu chá de bebê, ele a empurrou embriagado, socou paredes e quebrou portas. Michael também negou tudo.
Ainda de acordo com o jornal, em abril de 2020, Bruna Ferreira retornou ao tribunal alegando que Michael Leavitt lhe devia milhares de dólares em pensão alimentícia e se recusava a deixá-la passar tempo com o filho.
Ela também afirmou que Michael Leavitt havia usado intimidação com base em seu status imigratório para impedi-la de visitar o menino. Ele negou as alegações nos autos do processo.
Dias depois, a juíza do tribunal de família, Polly Hall, ordenou que Leavitt compartilhasse a guarda, conforme exigido pelo plano parental.
Em 2021, o casal concordou que o filho moraria com o pai durante a semana enquanto frequentava a escola em New Hampshire. Ferreira o visitaria e o levaria para casa na maioria dos fins de semana. Ela também tinha permissão para levá-lo ao Brasil durante as férias de verão e para obter a dupla cidadania brasileira para ele, conforme mostram os documentos do processo.
Por g1
Redação BANFM










